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O dia que mudou tudo: a importância de decidir com apoio e múltiplas perspectivas.

O dia que mudou tudo

Era um sábado de 1997, um daqueles dias comuns que não anunciam a importância que terão na nossa vida. Minha esposa começou a sentir dores abdominais fortes, que se intensificaram rapidamente até se tornarem insuportáveis. Fomos para o hospital e logo os exames revelaram um cenário preocupante: uma infecção grave e sinais de algo anormal na cavidade abdominal. A ultrassonografia mostrava substâncias que não deveriam estar ali, mas não permitia um diagnóstico preciso. O cirurgião de plantão, um profissional que eu nunca tinha visto antes, foi direto e honesto: “Não sabemos exatamente o que é, mas é grave. Vamos precisar abrir para descobrir e tentar resolver.” A cirurgia teria início dali a duas horas. Eu estava diante de uma escolha que carregava um peso emocional e lógico enorme: autorizava aquele médico desconhecido a operar minha esposa ou esperava uma segunda opinião, o que poderia levar horas ou dias, colocando a vida dela em risco? No mundo dos negócios, estou acostumado a tomar decisões rápidas e sozinho, mas ali percebi que havia momentos em que o isolamento não era a melhor postura. Eu sabia que precisava agir depressa, mas também sabia que precisava ouvir outras perspectivas para confirmar que não estava ignorando nenhum aspecto relevante.

Buscando perspectivas antes de agir

Conversei com meus pais, pessoas ponderadas e práticas, capazes de avaliar cenários complexos com frieza. Relatei tudo o que sabia e eles confirmaram que minha avaliação estava coerente. Liguei para outro cirurgião, um profissional que já havia me operado anos antes, em busca de referências sobre o médico que faria a cirurgia e sobre a condução do caso. Recebi um retorno positivo: boas referências, lógica no encaminhamento e urgência justificada. Decisão tomada. A cirurgia foi realizada e, felizmente, bem-sucedida. Concluída na madrugada de domingo, salvou a vida da minha esposa. Hoje, em 2025, escrevo estas linhas no sofá de casa, enquanto ela está ao meu lado preparando o imposto de renda, sem saber que conto esta história. Foram anos felizes desde então.

A solidão do topo é real

Ao longo do tempo, percebi como essa experiência se conecta diretamente ao que empresários e CEOs enfrentam no dia a dia. Há decisões que não podem ser adiadas, mas que também não devem ser tomadas sem validação. No comando de uma empresa, muitas vezes não é possível levar determinados assuntos para sócios, equipe, familiares ou amigos. São temas delicados, que envolvem riscos, vulnerabilidades e, em alguns casos, até reputações. É nesse momento que o peso da solidão do topo se torna real. Líderes experientes também precisam de outros líderes para pensar junto. Essa solidão não é exclusividade de grandes corporações; afeta igualmente o dono de uma pequena empresa em crescimento ou o executivo de uma multinacional. Em ambos os casos, o desafio é o mesmo: ter que decidir sobre algo crítico sem um espaço seguro para testar ideias, validar percepções e ampliar o campo de visão.

O que a Vistage oferece aos líderes

Foi exatamente para suprir essa lacuna que a Vistage nasceu, em 1957, nos Estados Unidos, e chegou ao Brasil em 1996. A metodologia, que hoje está presente em mais de 40 países e reúne mais de 45 mil membros ao redor do mundo, oferece um ambiente confidencial e estruturado onde empresários e CEOs se reúnem mensalmente para discutir desafios reais. Em grupos de até 16 líderes de setores não concorrentes, cada participante traz suas questões mais importantes, conhecidas como Temas-Chave, e recebe contribuições de quem já passou por situações semelhantes. Não se trata de aconselhamento raso ou de opiniões baseadas em achismos; é uma troca entre pessoas que ocupam o mesmo nível de decisão, mas em contextos diferentes, o que amplia as perspectivas e permite encontrar soluções mais completas. Além das reuniões em grupo, cada membro se encontra mensalmente com seu Chair, o coordenador do grupo, para conversas individuais mais aprofundadas, onde é possível trabalhar estratégias, preparar decisões e analisar riscos com total confidencialidade.

As três lições que ficaram

Essa estrutura é valiosa porque, assim como no episódio de 1997, as grandes decisões exigem três elementos: confiança em especialistas, rapidez com responsabilidade e validação de múltiplas perspectivas. Quando um CEO ou empresário se reúne com outros líderes que conhecem a pressão do cargo e estão dispostos a compartilhar sua experiência de forma honesta, ele reduz drasticamente as chances de tomar decisões equivocadas por falta de informação ou por vieses não percebidos. Além disso, ganha clareza e segurança para agir no tempo certo — nem antes, por impulso, nem depois, por hesitação.

Histórias que comprovam o impacto

Os resultados desse modelo se comprovam em histórias concretas. Um empresário de empresa familiar, por exemplo, enfrentava dúvidas sobre a sucessão para o filho. No grupo, desenhou um plano de transição de dezoito meses com métricas claras, garantindo que a mudança fosse bem-sucedida e preservando a relação familiar. Outra empresária cogitava expandir para o mercado internacional, mas não sabia por onde começar. Ouvir relatos de quem já havia feito esse movimento permitiu que ela evitasse erros que poderiam custar milhões. Em outro caso, um CEO passou por uma crise de reputação que ameaçava o negócio; ao discutir o tema com o grupo, construiu uma estratégia de comunicação que reverteu o cenário em semanas.

Convite para líderes que querem decidir melhor

O que todos esses exemplos têm em comum é a constatação de que, com as pessoas certas ao redor, é possível decidir melhor e agir com mais segurança. E isso vale para a vida e para os negócios. Aquele sábado de 1997 me ensinou que mesmo quem tem experiência e confiança para decidir sozinho pode — e deve — buscar outros pontos de vista antes de agir em situações críticas. Se naquela ocasião eu tivesse me fechado em mim mesmo, talvez a história tivesse terminado de outra forma. Por isso, quando vejo empresários e CEOs se beneficiando do modelo Vistage, reconheço a importância de criar intencionalmente esse espaço de troca, reflexão e tomada de decisão fortalecida.

Se você é empresário ou CEO no Estado do Rio de Janeiro e quer fazer parte de um grupo de líderes que se reúne mensalmente para compartilhar experiências, discutir desafios e apoiar decisões de alto impacto, saiba que esse pode ser o passo que faltava para elevar seu processo decisório a outro nível. Basta enviar uma mensagem e conversaremos sobre como a Vistage pode ajudar você a enfrentar suas decisões mais difíceis com mais confiança, clareza e respaldo. Assim como naquela noite de 1997, talvez a próxima grande decisão da sua vida e da sua empresa seja mais segura quando compartilhada com quem entende exatamente o peso que ela carrega.

Chair da Vistage, Luiz Salgueiro.
Fonte: https://l1nk.dev/Evu83

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